DE KETHER A MALKUT, DE MALKUT A KETHER ,A ETERNA VIAGEM

Este artigo  faz parte do prefácio do meu próximo livro  A CARRUAGEM, que trata de Cabala. a sair no 2o. semestre de 2011.

Em vista da terrível catástrofe na Região Serrana do Rio de Janeiro, onde tenho minha outra casa, resolvi antecipar, numa  simples homenagem aos que sofrem e sofreram suas perdas, também em outros locais do Brasil e do mundo.

A todos os que se ligaram ou se ligam, de algum modo,à suposta ficção científica. E ao iniciado Arthur Clarke, cujas idéias, em 1945, levaram à invenção da tecnologia dos satélites, etc etc.

A ficção científica foi e é uma propulsora das invenções, bem como fonte de previsões para o que está vindo e há de vir. As Ciências Ocultas, incluindo a Cabala, fazem parte desse contexto.

Hoje somos apenas luzes atravessando os céus
e mesmo assim-ainda
lembramo-nos do que fomos um dia.

Antes de sermos luzes fomos naves espaciais,
sim, elas mesmas fomos nós.
Zapeávamos pelas galáxias
conhecemos milhares de mundos diferentes,
você bem pode imaginar.

Preservamos todo o Conhecimento nos cristais e pedras preciosas.
Quando v.olhar um rubi ou um diamante
estará testemunhando o nosso Conhecimento
captando o que nós captamos.
Recados de Marte/Geburah
recados de Venus/Netzah.

Mas,um dia, antes de sermos naves
tivemos corpos, estivemos lá e cá.
Ficamos um bom tempo com vocês
mas não definitivamente, oh não.
deixamos lembranças, amigos,descendência,informações,rivalidades…
deixamos marcas em todos aqueles que são os mutantes
metade Terra, metade Céu.

E fomos embora
porque esse é o nosso destino.

mas não nos esquecemos de vocês
como vocês não se esqueceram de nós.
Sabemos de suas culturas e civilizações
de seus fracassos e desenvolvimentos
de suas alegrias e horrores.
Sabemos do seu passado e acompanhamos seu futuro.

Pois esse é o seu e o nosso destino.

um dia fomos até aí como semeadores
trouxemos idéias e deslumbramentos
talvez,também, vícios e tentações,
sefirós e qlipós.
Nada é tão fantástico e indispensável
e tão pernicioso
como a mente criativa humana ou celestial.

Então semeamos e cortamos
aramos e arrancamos,
já que  as plantas não podem morrer
pelo capricho dos fungos e parasitas,
a vida não deve acabar
por causa de  algumas ervas daninhas.
E percebemos que muitos futuros promissores
acabaram dando em Nada
futuros que não aconteceram.
houve vários motivos para isso
seja pela inercia,pela deshumanidade,pela corrupção ou pelo inesperado.

Mas antes de sermos semeadores
fomos a origem, o potencial, a fonte.
E naquela época, illo tempore,
quando olhamos os céus e os universos
ficamos paralizados,assombrados
por alguns instantes.
É indescritível dizer o que sentimos
quando percebemos a força do universo
quando éramos apenas o potencial.
Quando sentimos a solidão.
Encaramos os céus com temor e reverência
perante a magnitude do inexorável, perante o Poder-que-esse-sim-é-o-Poder
e saímos pelas estrelas
buscando companhia.
Não queríamos ficar sós.
Visitamos muitos e muitos mundos,
testemunhamos o universo acontecendo:
luzes que eram brilhantes, mas que também se apagaram.

Chegamos até vocês
por causa da solidão
deixamos vocês
por causa da solidão.
Por causa da solidão descobrimos, criamos, inventamos, semeamos.

Pois nosso destino é semear.
Até quando não sabemos.

Janeiro/2011 – Anna Maria Costa Ribeiro

A propósito, começaremos Cursos de Cabala. Se v. quiser, comunique-se conosco. Obrigada.

Anna Maria Costa Ribeiro
Janeiro 2011