05 de abril de 2015

Pontifex , depois de degustar seu ovo de Páscoa, responde a mais 4 pessoas ousadas no Pergunte e Aguente e depois acrescenta um texto sobre Vidas Passadas, a quem interessar possa.
Se v. ousar fazer alguma pergunta, escreva in box para receber seu codinome e aguardar na fila. Como se vê, a fila anda.
PERGUNTE E AGUENTE:
22. Não deixo, mas quero
P. Minha grande sensibilidade me faz sofrer. Evito contatos porque me sinto invadida e esgotada. Como evitar meu isolamento sem sofrer, em face da vulnerabilidade? Quero mais auto-conhecimento.
R. Não há almoço nem jantar grátis, essa é a lei. Se v . se sente invadida talvez esteja escolhendo invasores e só aí já tem uma justificativa para nada. Ou então, não sabe colocar limites porque quer tudo, quer perfeição. Voracidade psíquica. Na 3a. Dimensão e quiças nas outras, perfeição não existe. Querê-la é outra justificativa para não se comprometer. Compromisso é uma estrada de 2 mãos. Quanto ao sofrimento , é inevitável. Mas lidar com ele é opcional: ou se enfrenta de cara e se sofre pra caramba, mas fica exorcizado; ou não se enfrenta e se sofre pela eternidade. Se quer ter alguém, comece aceitando o outro como ele é. Afinal, v.também quer que lhe aceitem. Ou não?
23. E se….
P. Saí de minha cidade e vim para o Rio. Tenho uma dúvida: devia ter vindo para cá? Consigo arranjar aqui um emprego que goste? Ou, na outra cidade encontraria um grande amor?
R. Se v. já veio para cá, qual é a duvida? As dúvidas surgem Antes, não Depois. Depois é a Realidade. Ah, v quer um emprego que goste! Há uma diferença entre emprego e trabalho. Se quer emprego, quer algo que pague, no mínimo o aluguel e o supermercado. Quer receber. Se quer trabalho, quer usar seus talentos , canalizar seu dom de modo útil. Quer dar.
Talvez v. esteja Exigindo Antes sem estar disposta a Dar Antes. É o mesmo tema se repetindo.
E ainda quer encontrar um grande amor. De quantos metros? Um amor, grande, pequeno, médio, basiquinho ou espetacular, 90% da Humanidade quer. Porque será que não se encontra? Cartas para a redação. Enfim, comece a dar antes, assim diz a Cabala e ela sabe das coisas há mais de 2.000 anos.
24. Deixando a banda passar
P. Estou numa profunda busca para evoluir e talvez tenha que ver o que não me agrada. Que ferida devo focar? Que estou fazendo comigo, para estar longe da sabedoria e da riqueza dela?
R. Não,meu bem, v. não está numa busca profunda. Na profundidade não tem talvez, não tem queixas ou cobranças: tem enfrentar o desafio até por uma questão de sobrevivência.
E como é que é? Quer que eu lhe diga em que ferida deve focar?
Essa é simples: foque em todas. Se v machucar a perna, o braço, o pé, o pescoço, etc etc só vai tratar do machucado do pé? E o resto, vai ficar purgando?
Aí, v quer saber o que está fazendo com v. para estar longe da….. Também é fácil, meu bem.
V. não está fazendo Nada.
A vida passa, a juventude passa e vai ficar nesse nhemnhemnhem? Pensa bem, afinal quer ou não quer a sabedoria? Não, não quer. Pois se quisesse, já estaria investindo e nem perguntaria. O Cosmos não tem bengala de ajuda. Quem tem é o Eremita do Tarot: a bengala de quem viveu a vida e agora se apoia no seu conhecimento.
25. Antes só que mal acompanhada
P. Quero uma companhia, mas nada dá certo. É fácil me relacionar com as pessoas em geral, o problema é na relação afetiva pessoal.
R. Quando se quer algo e não dá certo, geralmente há um paradoxo interno. Uma coisa puxa para um lado e outra para outro. Isso requer jogo de cintura e inteligência, que nessa altura da vida v já deve ter, pelo menos uma boa parte. O problema é levar tudo no nível pessoal, ou não querer encarar que precisa do seu espaço. Dividir a cama não é fácil. Então, que tal um Junto-mas-separado?
Se v. consegue se relacionar com pessoas, talvez seu destino sejam pessoas e não A Pessoa. Olhe em frente, em vez de querer olhar para o lado.
Por hoje chega. Como se vê, grande parte das questões envolvem relacionamentos. É o que discutiremos no workshow de 6 e 7 de junho, no GFR – Grupo de Facilitação de Relacionamentos.
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Agora, Pontifex fala mais um pouco de Regressões de Memória/Vidas Passadas (ou RM/VP), já que dia 6 de abril começa o novo curso profissionalizante de RM/VP na Urantiam, cada vez mais atualizado. Também à distancia.(Veja o livro Viver é para sempre, de Anna Maria Costa Ribeiro).
As RM/VP além de trazerem esclarecimentos, anunciam o que virá.
Portanto, pouco importa se uma VP foi um fato comprovado por S.Tomé, ou se é um delírio. Na crise, chamem os loucos, já dizia Platão. E, a fantasia é a realidade, também dizia Jung. O que importa sempre será O que Ajuda, independentemente das opiniões, critérios, regras, pressupostos – tudo tendencioso. Pois cada um sabe onde lhe aperta o calo.
Sendo irrelevante se o que você ¨vê¨ é ou não real. Bem, é. Para v. É real, of course. Aliás, o que é verdade? Para mim é uma coisa, para v. é outra, para seu vizinho, então…
Não dá mais para se usar as antigas técnicas de RM/VP, aliás não as uso desde o começo, desde a primeira das mais de 10.000 sessões de VP. Agora, então! O sec.21 tem os índigos, a geração Y e a Z já vai chegar. O facilitador tem que estar em sintonia com eles. Ou eles lhe olharão como se você fosse o ET.
E, na Urantiam, onde Pontifex, o verdadeiro ET marca ponto, de cotovelo trançado com o de AMCR, ali eles comandam o espetáculo chamado : A vida como ela foi, é e será.
Qualquer pessoa pode acessar RM/VP – se quiser e se houver empatia com o facilitador.
Há uma semelhança com os sonhos, com os estados de percepção e consciência. Eis alguns deles:
. vigília: percepção incompleta, só partes de algo. Mas suficientes.
Ex.: v. percebe um gato atravessando uma rua sabe-se lá onde
. transcendência: seu pensamento voa e vai para algo maior , amplo, inclusivo
Ex.: v. e o gato estão viajando numa nave, talvez para Nibiru
. comicidade: aí as coisas são mais refinadas e sutis. V. se sente incluído numa coisa chamada Totalidade ou a Grande |Inclusão. Sai do nível pessoal
Ex.: v. e o gato fazem parte do universo, irmanados com as estrelas e os buracos negros
. unidade: nenhuma separação, nenhuma.
ex.: v. e o gato são a mesma coisa
Acho que deu para entender. Coisas complexas têm que ser simplificadas. Os índigos não suportam complicações desnecessárias e os Y ficariam sem entender bulhufas. Então, tá certo. A alma tem que falar para outra alma.
Tudo que v. vê numa VP ou num sonho refere-se a v. Ainda que esteja vendo a batalha de Waterloo. Há um significado, um recado. Nunca se vê o que não faz parte da sua vida. Cabe ao facilitador decodificar.
Numa RM/VP algumas vezes o foco muda, outras fica fixado. Costumam haver variações sobre o mesmo tema, quando há foco. Quando não há, a energia está disseminada. E aí, são 2 formas diferentes de se analisar e encarar. Num caso ou no outro, trata-se do uso da energia, tanto pessoal como sexual. (acho que essa v. não sabia).
As obsessões são importantes: vão desde a capacidade de êxito na vida até as inconveniências. O que pode ser visto e discutido nas VP.
É interessante ver a época em que se passa uma VP. Ali está um karma coletivo. Pode ser chamado de karma dourado ou maldito, olha que interessante. Qual v. acha que é o karma atual, no Brasil e no mundo?
O karma maldito, coletivo ou pessoal, deixa uma marca ¨na testa¨. Uma face da vida que traz um sofrimento. Mas se v tiver expansão da consciência, uma maior e ampla visão de vida, um senso panorâmico e parabólico, como o da águia ou do condor, seu senso de perspectiva aumenta e influi na sua filosofia de vida – é o que se espera. V. vê o que não via antes e pode tornar o sofrimento mais suportável.
Esse é um bom motivo para se treinar a expansão de consciência desde já. Cedo ou tarde as conjunções, quadraturas e oposições da vida lhe mandarão a fatura. É melhor estar credenciado. E a expansão de consciência é como uma caderneta de poupança.
Construir defesas só leva a máguas genéricas, quando v. transpõe um problema pessoal para os outros ou para o mundo.
As suas VP são a vitrine da sua alma, o que suas antigas partículas andaram fazendo por aí antes de v. estar lendo este trecho agora.
Antes de terminar, como sei que vocês gostam , eis aí:
VP com problemas nas mãos, por ex. Mãos representam perícia, capacidade para algo, um dom. O que aconteceu, que influiu num dom seu? Pois qualquer dom, quando se exerce, pode compensar um sofrimento ou uma impotência
VP com problemas nos pés, pernas, joelhos. Dificuldade de andar, de ficar de pé, de ter auto-confiança. Sente-se incapaz de avançar na vida, como se tivesse sido castrado em algo, perda de potencia.
Como se vê, muito interessante. Chama-se dor produtiva aquela que lhe obriga a encarar algo, se não quiser empacar a vida. Nessa hora, v. fica sábio ou selvagem. O karma é seu, não é meu. O meu é lhe ajudar se v. estiver a fim.
Bem, tenha um bom almoço de Pascoa. Ou jantar. Ou café da manhã. Ou qualquer coisa que v quiser.